Por Guilherme Trivellato

/ Em Realidade Virtual /

Postado em

out 26, 2016

Gadgets e Alternativas em Realidade Virtual (e o que ela pode fazer no Mundo dos Negócios)

É possível viver e interagir com um mundo surreal, diferente de tudo que já vimos antes. Está em nossas mãos nos teletransportarmos. Não necessariamente daquele jeito que nossos pais e avós imaginavam anos atrás, mas por meio da realidade virtual, ou VR.

Estando no Brasil, você pode visitar a China sem ter que pegar avião (usando a realidade virtual). Em terra firme, você pode mergulhar a 30m de profundidade no mar aberto (por meio da realidade virtual). Sem sair de casa, você pode até mesmo ir a um planeta que sequer existe (com uma criação de realidade virtual). Mas, afinal, o que define e quais são as características dessa tecnologia que tem revolucionado nossa relação com o mundo?

Ela é uma interface capaz de enganar os nossos sentidos. Criada a partir de um sistema computacional, o ambiente virtual nos induz a sensações motoras, sonoras e visuais. Assim, permite uma imersão quase completa do usuário – quase porque ainda faltam olfato e paladar, mas quem sabe muito em breve, não é? Sempre podemos nos surpreender.

 

Mas o que realmente torna a realidade virtual tão “real”?

Como o nome já diz, é o agora. A temporalidade, a intensidade de interação, a resposta imediata do equipamento com o usuário, a sensibilidade dessa relação. Isso faz com que a gente adote essa interação como uma realidade, beneficiando, inclusive, o engajamento para ações de estratégia empresarial.

Para esclarecer melhor, a seguir vou explicar como funcionam alguns tipos de realidade virtual, a diferença entre elas, e também aparelhos mais conceituados no mercado. Dos mais acessíveis aos mais completos.

 

A acessibilidade do vídeo 360º

Resolvi começar por essa que é a forma mais comum e simplificada da realidade virtual, o vídeo 360º. Ele pode ser produzido por meio de uma gravação real, de um ambiente “verdadeiro” (se assim podemos dizer), inclusive com pessoas. Tudo em 360º, com câmeras e equipamentos especiais.  Ou pode ainda ser desenvolvido em 3D, gerando um ambiente virtual em 360º, com elementos gráficos.

Um grande e popular exemplo que tem virado febre nos shoppings do Brasil são os guichês que simulam uma montanha russa. Esses espaços, que normalmente são para duas pessoas, até imitam o assento real do brinquedo. Mas, ao invés de trava peitoral e disposição – inclusive física para encarar uma altura gigante em alta velocidade – basta colocar um fone de ouvido e óculos de realidade virtual para submergir naquele mundo, mesmo em meio a centenas de pessoas dentro do shopping.

Essas empresas normalmente usam o Gear VR, da Samsung, ou aparelhos similares, que segundo o próprio descritivo da marca permitem “experiência de visualização 360º: jogos, filmes e fotos vistos de maneira imersiva” e são compatíveis com os smartphones mais modernos da marca. Mas esses óculos oferecem ainda pouca interação, como explicarei mais a frente.

 

E dá para sentir medo?

Ah, tem gente que sente sim. E muito! Prova é esse vídeo hilário, com mais de 12 milhões de visualizações. Onde mãe e filha participam da experiência na montanha russa.

Não é preciso ir muito longe para experimentar essa sensação. Pelas lojas App Store, Play Store ou Windows Store dá para baixar esses vídeos em 360º feitos por desenvolvedores de toda parte do mundo, com diversos temas. E para visualizar, basta ter um equipamento como o Cardboard Google – feito em papelão. O preço dele é muito acessível, cerca de 35 reais. E, inclusive, já existem alguns tutoriais na internet que ensinam as pessoas a fazer um similar em casa.

 

Mais funcionalidades, total interação

A realidade virtual mais completa e que traz a experiência mais profunda ao usuário é aquela que permite a interação com o ambiente, participação em uma história onde cada ação tem uma reação. Com ela, é possível caminhar, mover objetos, mudar de ambiente, entre outras funções. Dá para acreditar? Só vendo e vivendo. Isso acontece por conta da combinação de gráficos especificamente desenvolvidos para a plataforma e equipamentos de alta tecnologia.

Um deles, o mais moderno gadget do mercado mundial, é o HTC Vive. O seu maior destaque é incluir dois controles, que simulam as mãos virtuais do usuário. De acordo com a funcionalidade desejada, podem ser ferramentas, armas, talheres, patas e aí por diante. Sempre para melhorar a experiência e tornar a simulação cada vez mais próxima ao real. Outro recurso é o Lighthouse, que rastreia os movimentos medindo o posicionamento das mãos e da cabeça. Assim, impede tropeços e batidas dos usuários em paredes e móveis.

Assim, essa tecnologia pode revolucionar não só a nossa vida pessoal, com lazer e entretenimento, como também em estratégias empresarias (alguns exemplos citei nesse texto aqui), pois gera imersão e engajamento total do usuário. Mas isso é assunto para outro artigo…

Até lá!

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Guilherme Trivellato

Autor: Guilherme Trivellato

Estudou administração na FAAP e cursou inúmeros programas técnicos focados em Qualidade de Serviço, dentre eles o Quality Service Training na Disney. Sempre trabalhou na área de T.I., sendo que durante 10 anos em consultoria para concessionárias focado no relacionamento com cliente, compreendendo suas necessidades e apresentando estudos específicos. Nos últimos 3 anos estudou todas as áreas para desenvolvimento de games.

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