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fev 15, 2017

O que define o valor de uma experiência em realidade virtual?

Muito tem se falado sobre o valor das experiências. Com a nova geração dos Millennials – consideradas as pessoas que atingiram a idade adulta a partir dos anos 2000 –, que mais valoriza a felicidade e as experiências vividas do que os bens materiais e o sucesso na carreira, discutir o assunto tem sido cada vez mais recorrente.

Nos Estados Unidos, por exemplo, um estudo realizado pela Eventbrite aponta que 72% gostaria de aumentar seus gastos com experiências – o que indica um afastamento do materialismo. A pesquisa é voltada para eventos ao vivo, como shows.

Se por um lado, a Evenbrite aponta essa demanda, por outro, a Consumer Technology Association (CES), apresentou durante o seu encontro anual, a possibilidade de, muito em breve, as pessoas assistirem a um show de cima do palco. Ou melhor, de casa, mas como se estivessem dançando ao lado de seu artista favorito por meio de uma transmissão streaming 360º. Ou ainda, ver um jogo de futebol como se estivesse dentro do campo.

Mas fica a minha provocação:

O que as empresas e marcas têm a aprender com isso?

No cenário mundial como um todo, as marcas ainda estão começando a “virar a chavinha” para enxergar as infinitas possibilidades e viabilidades da realidade virtual. No Brasil, ainda precisamos caminhar muito. Não digo para menosprezar nosso país, muito pelo contrário, é só uma mudança de percepção.

Um exemplo claro é a disseminação das experiências como montanhas russas em shoppings, quase unicamente. Com a onda da tecnologia como ferramenta de marketing para atrair público e engajamento, as marcas focam em demonstrar a tecnologia da VR para seus clientes e se posicionar como uma empresa inovadora, mas falha ao passar uma mensagem profunda do seu produto ou serviço, que devido o forte engajamento com a experiência, facilmente poderia converter uma venda.

 

Experiência + intensidade + aprendizado

A boa nova é que algumas iniciativas começam a surgir nesse mercado. Um aparelho para exercícios físicos, por exemplo, o Icaro traz inovação e exige que o usuário use todo o corpo. Apesar de utilizar jogos, o que já não é novidade, é um diferencial ao incentivar a atividade física e o bem-estar.

Mais promissor ainda, parte do projeto Lauching People, da Samsung, inclui o lançamento de um aplicativo em VR que usa a tecnologia para o desenvolvimento do potencial humano. Em sua principal frente, ele contribui com a superação da timidez em pessoas que têm fobia a público.

 

Valor x custo: a velha discussão se aplica aqui também!

Chegamos onde eu queria. O motivador principal de eu ter escrito esse artigo: o valor da realidade virtual.

Mês passado, o Estadão divulgou uma matéria dizendo que “A realidade virtual esbarra no preço alto”. Felizmente, eles se referiam, com razão, apenas ao gadgets e em custo benefício para o consumidor. Coisa que pode mudar muito rapidamente, considerando ser uma tecnologia nova.

A questão é que essa palavra, “preço”, me colocou a querer derrubar outra barreira que esbarro quase sempre: o investimento. Ainda que algumas empresas entendam que VR é inovação – como encontram consultorias mais focadas na ferramenta como entretenimento e estratégia de marketing, além de talvez faltar orientação – acham o investimento altíssimo para a conversão conquistada. E de fato o é, nesses casos que citei.

Se o cuidado com a absorção do usuário na experiência for superficial, isso vai definir um projeto “caro”, causando um desconforto geral do mercado em investir. Agora, se o plano:

– Valoriza a presença de sua marca;

– Mexe com a emoção, mas também com a memória e o aprendizado perpetuo, de longo prazo;

– E, melhor ainda, influencia diretamente nos processos de seu negócio;

Aí a história é totalmente outra.

Em outro de meus artigos, trouxe aplicações práticas e inovadoras que permitem o uso da realidade virtual. Na verdade, por ser REALIDADE (ainda que virtual), tudo e qualquer coisa pode tornar-se uma experiência, inclusive o aprendizado. A diferença é que a virtualização quebra fronteiras do tempo e espaço.

Um exemplo é: se desenvolvo um projeto em VR simulando um avião, por exemplo, posso treinar simultaneamente 30 pilotos, em 30 aviões. Basta ter 30 óculos disponíveis, claro. Mas o que, sem dúvidas, seria financeiramente inviável falando em aeronaves reais.

 

Estratégia é o que determina a efetividade

Se sua empresa contrata uma experiência em realidade virtual, provavelmente você vai se preocupar com o retorno em relação ao que o usuário absorveu. Por isso, na definição do projeto, sempre procure um especialista que vai sugerir uma solução estratégica para o seu negócio como um todo, entendendo propósito e objetivos.

Um trust advisor que ofereça uma experiência genuína, capaz de gerar resultados promissores – mesmo que de engajamento. E se for o caso, em parceria com uma agência de promoção – e até reduzir custos a longo prazo – quando integra a realidade virtual ao seu core business.

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