Por Jaime Garcia

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Postado em

set 14, 2017

3 passos para o seu negócio acompanhar a 4ª Revolução Industrial – a Transformação Digital

Seu negócio está preparado para a 4ª Revolução Industrial? Pois é assim que a Transformação Digital tem sido frequentemente associada por especialistas da TI. A definição em si é incerta: não se trata de uma receita para se transformar digitalmente. Assim, Transformação Digital é na verdade um conceito contemporâneo que provoca uma discussão sobre como melhorar a performance das empresas usando a tecnologia como meio para tal.

Com base em algumas pesquisas e conceitos com os quais me identifico, gerei três passos que considero importantes a serem adotados em qualquer empresa que deseja acompanhar esse movimento. O intuito é segui-los para acompanhar tendências, estar antenado, a frente da concorrência e abraçar o que o mundo tem ofertado. Preparado?

 

Passo 1: entenda essa revolução

A 1ª Revolução Industrial foi marcada pelas máquinas à vapor. A 2ª, pela eletricidade. A 3ª, já na metade final do século passado, em 1969, foi analisada como o advento dos computadores pessoais – segundo dados do Advanced Research Projects Agency Network (ARPANET). Hoje, a 4ª Revolução é considerada a convergência entre tecnologias emergentes (Blockchain, IOT, Data e IA, VR, etc.), potencializadas pelo poder computacional (Cloud), com alta disponibilidade e menos dependente de investimentos elevados.

Deem uma olhada nesse dado:

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Há 100 anos atrás, o tempo médio de vida de uma empresa listada no S&P 500 era de 67 anos. Em 1980, o tempo médio caiu para 25 anos. A previsão agora é que, em 2020, 75% das empresas que irão compor o índice não estão nele atualmente. O que essas informações têm em comum? Elas mostram que oportunidades estão se abrindo para quem se atualiza.

Uma pesquisa de 2016 do Keystone Strategy identificou que empresas consideradas digitalmente transformadas geram em média $100MM em receita operacional, diz uma pesquisa de 2016 do Keystone Strategy. E sabe no que elas têm investido?

– Em melhorar a visibilidade de suas marcas,

– Em fazer predições precisas para corrigir problemas antes que aconteçam,

– Em criar planos de ação de mercado de forma antecipada aos concorrentes,

– Em explorar novas oportunidades de negócio com serviços orientados a dados,

– Em utilizar tecnologia segura para proteger seus dados.

Para fazer sentido investir energia em um processo de digitalização, é preciso aceitar o cenário e elevar a discussão para o nível que o tema merece, e na minha visão estamos falando de um tema que impacta diretamente em quão competitivo seu negócio pode ser.

Passo 2: reflita sobre as melhorias necessárias e invista certo

Até 2020, a previsão é de que 25% de todos os negócios no mundo sejam feitos em modelo digital (dados do artigo “The fourth Industrial Revolution”, de Klaus Schwab). 80% dos executivos disseram que o investimento na transformação digital é crucial para o sucesso futuro (“The Rise of Digital Leadership”, de 2016). Importante deixar claro que quando falamos em Transformação Digital não estamos falando somente de modelos de negócios digitais, mas também de empresas estruturadas em modelos tradicionais e que devem descomplicar processos a fim de uma melhoria contínua. Alguns ganhos estão em detalhes, pequenos avanços em tecnologia, produtos, processos e serviços que já existem, mas que podem funcionar muito melhor.

Na visão da Microsoft, há quatro pilares fundamentais que normalmente sustentam os processos de transformação digital das empresas: engajamento com o cliente, empoderamento de colaboradores, otimização de operações e transformação de produtos e serviços. A gigante Microsoft tem se mostrado um importante player no mercado de tecnologia disponibilizando seu conceito de plataforma em nuvem inteligente e trazendo acesso às tecnologias emergentes que são a base da transformação digital. Esse conceito vem democratizando o poder computacional para as empresas e gerando facilidade para áreas de negócios.

Transformação digital é transformar o cotidiano da empresa, renovar em busca de qualidade e ganho de tempo.

Passo 3: priorize a cybersegurança

As organizações caminham para um novo modelo de segurança cibernética, que garante agilidade diante dos cenários de transformação digital e evolução com base em informações analíticas. Segundo recente pesquisa da PwC, 59% registraram impactos da transformação digital nos gastos com segurança. O quadro a seguir é um resumo do que eu acredito representar alguns dos principais desafios de segurança nas empresas hoje.

O quadro a seguir é um resumo do que eu acredito representar alguns dos principais desafios de segurança nas empresas hoje. Eles traduzem um pouco do que pode ser um impeditivo na adoção de tecnologias emergentes nas empresas:

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Funciona mais ou menos assim: Os investimentos em tecnologia nos trazem avanços no sentido de gerar e analisar informações, que devem SIM serem disponibilizadas aos usuários e tomadores de decisão para que finalmente ela possa resultar em melhores resultados. De nada adianta trancar a informação em um cofre para protege-la, e ninguém a usar.  É preciso disponibilizar os dados às pessoas certas e considerando os conceitos de mobilidade e conveniência de acesso dos usuários, tendo ao mesmo tempo tudo protegido para fazer o conceito funcionar: o digital. Por isso, considerando os passos anteriores, a dica valiosa aqui é: tenha ao seu lado um parceiro especializado! De nada adianta entender a Transformação Digital – ou 4ª Revolução Industrial – e investir certo sem se preocupar com a cybersegurança.

A fraca mentalidade em cyber segurança certamente pode atrasar suas pretensões e adiar a transformação do seu negócio.

A respeito do tema, indico também a leitura dos artigos do especialista Eduardo Bernuy Lopes, responsável pela divisão de segurança da REDBELT. E, no mais, no que precisar, conte conosco para auxiliar em cada um desses processos.

Dúvidas, opiniões e comentários? Estou por aqui para ouvir e ajudar! Até a próxima.

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Jaime Garcia

Autor: Jaime Garcia

Jaime é Gerente de Marketing e Parcerias na REDBELT desde dezembro de 2015. Nesta função é responsável pelo planejamento e controle financeiro, desenvolvimento e implementação de campanhas de marketing, procedimentos administrativos e Recursos Humanos. Jaime é graduado em Administração e possui MBA em Marketing pela ESPM. Antes de ingressar na REDBELT, Jaime dedicou 9 anos de sua carreira para o mercado de Bens de Consumo nas empresas Schincariol e Brasil Kirin. Durante este tempo foi Especialista de Planejamento Estratégico, cargo no qual permaneceu por mais de 2 anos para depois tornar-se Gerente de Desenvolvimento de Mercado Internacional por mais de um ano. Trabalhou também como Gerente de Contas para Canais Especiais por quase 2 anos e fechou a sua passagem na empresa como Desenvolvedor de Negócios Internacionais durante 3 anos.

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