Skip links

As 6 etapas de uma gestão de vulnerabilidades eficaz: como priorizar a correção de falhas

Empresas com maturidade em cibersegurança entendem que ignorar vulnerabilidades exploráveis é um potencial risco de negócio. Hoje, porém, o desafio dessas organizações está em decidir o que tratar primeiro com base em impacto operacional, exposição real e contexto da organização.

Este artigo aborda a gestão de vulnerabilidades como um processo contínuo e estratégico. Ao longo do conteúdo, abordamos as seis etapas essenciais do processo, os principais desafios enfrentados pelas equipes de cibersegurança e estratégias recomendadas para fortalecer a segurança cibernética da sua empresa.

Neste artigo, você vai ler:

  1. As 6 etapas da gestão de vulnerabilidades
    Identificação
    Avaliação
    Monitoramento e reavaliação
    Comunicação e reporte
    Integração com gestão de riscos
  2. Estratégias para uma boa gestão de vulnerabilidades
  3. Desafios e boas práticas
  4. Estudo de caso: análise detalhada da vulnerabilidade Shellshock

As 6 etapas da gestão de vulnerabilidades

A gestão de vulnerabilidades é um processo contínuo que vai da identificação de falhas à integração das decisões com a gestão de riscos do negócio. Envolve identificar vulnerabilidades técnicas, avaliar seu impacto real no ambiente, definir estratégias de tratamento, acompanhar a eficácia das ações adotadas, comunicar riscos de forma clara aos stakeholders e garantir que todas essas decisões estejam alinhadas à tolerância ao risco e aos objetivos estratégicos da organização.

Etapa 1 – Identificação

Varreduras e ferramentas de avaliação: esta etapa tem como objetivo identificar falhas conhecidas em softwares e hardwares. Para isso, são utilizados scanners de vulnerabilidade, scanners de rede e analisadores de código-fonte, que comparam os ativos da organização com bases de dados de vulnerabilidades conhecidas.

Fontes de inteligência de ameaças: para acompanhar novas vulnerabilidades e técnicas de exploração, é fundamental monitorar continuamente fontes como CERTs, boletins de segurança de fornecedores e fóruns especializados.


Etapa 2 – Avaliação

Priorização: aplicação de critérios como a pontuação CVSS para avaliar a gravidade das vulnerabilidades, considerando o contexto específico da organização.

Contextualização: análise do impacto potencial da vulnerabilidade no ambiente, levando em conta a criticidade dos sistemas afetados e seu papel nas operações de negócio.

Etapa 3 – Tratamento

Remediação: aplicação de patches de segurança, atualizações de software e ajustes de configuração em sistemas e redes.

Mitigação: implementação de controles compensatórios para reduzir o risco de exploração quando a correção imediata não é possível.

Aceitação: nos casos em que o custo ou impacto da correção é elevado, a vulnerabilidade pode ser aceita, desde que a decisão seja formalmente documentada.

Etapa 4 – Monitoramento e reavaliação

Acompanhamento contínuo: verificação da eficácia das ações de remediação ou mitigação adotadas.

Reavaliação regular: revisão periódica das vulnerabilidades para acompanhar novas ameaças, mudanças tecnológicas e alterações no ambiente de negócios.

Etapa 5 – Comunicação e reporte

Relatórios de vulnerabilidades: elaboração de relatórios que consolidam vulnerabilidades identificadas, análises de risco, ações realizadas e recomendações.

Comunicação com stakeholders: compartilhamento das informações de forma clara e objetiva com todas as partes interessadas.

Etapa 6 – Integração com a gestão de riscos

A gestão de vulnerabilidades deve estar integrada ao programa de gestão de riscos corporativos, garantindo que as decisões sobre tratamento de falhas estejam alinhadas à tolerância ao risco da organização e aos seus objetivos estratégicos.

Estratégias para uma boa gestão de vulnerabilidades

Uma gestão de vulnerabilidades eficaz exige processos estruturados, automação contínua e decisões colaborativas.

  • Automatização e colaboração: chaves para a eficiência

A complexidade dos ambientes de TI modernos e a constante descoberta de novas brechas de segurança reforçam a importância da automatização para a realização de varreduras regulares e contínuas.

Além disso, a colaboração entre as equipes de TI e segurança da informação, enriquecida por inteligência de ameaças, é essencial para antecipar riscos e se preparar de forma proativa para ataques cibernéticos.

  • Formação de um comitê de gestão de vulnerabilidades

A criação de um comitê de gestão de vulnerabilidades, responsável por avaliar e priorizar as falhas com base em criticidade e impacto potencial, promove uma abordagem colaborativa e orientada a risco. Essa estrutura direciona os esforços de remediação para as vulnerabilidades que representam maior ameaça ao negócio.

  • Estratégias de remediação e hardening

A aplicação de patches, atualizações de software, reconfiguração de sistemas e a implementação de medidas compensatórias são estratégias fundamentais para reduzir a superfície de ataque e fortalecer a segurança de máquinas servidoras e ambientes críticos.

Desafios e boas práticas

A complexidade das infraestruturas de TI, a rápida evolução das ameaças e as limitações de recursos são alguns dos obstáculos encontrados na gestão de vulnerabilidades. Para superá-los, é essencial implementar políticas de segurança claras, investir em treinamento e conscientização em segurança, se apoiar em ferramentas automatizadas e promover a colaboração entre as equipes.

No estudo de caso a seguir, analisaremos uma falha crítica que ganhou notoriedade por sua ampla exploração e impacto significativo no campo da segurança cibernética, e mostraremos o processo de identificação e remediação a fim de exemplificar o processo de gestão de vulnerabilidade apresentado nesse artigo.

Estudo de caso: análise detalhada da vulnerabilidade Shellshock

Shellshock (CVE-2014-6271) é uma vulnerabilidade que permite a execução remota de comandos através do shell Bash em sistemas Unix, representando uma ameaça significativa à integridade dos sistemas afetados.

Evolução temporal da vulnerabilidade

Essa vulnerabilidade foi documentada e divulgada publicamente em 2014, e sua presença e exploração por agentes maliciosos foram observadas até 2023, evidenciando sua persistência e relevância contínua no panorama das ameaças cibernéticas.

A análise revelou que Shellshock foi explorada por 18 variações de malware e por um ator de ameaças específico, destacando a diversidade de agentes mal-intencionados que se beneficiaram dessa vulnerabilidade. Notavelmente, a relevância da Shellshock permaneceu alta, como evidenciado pela sua exploração ativa em 2 de setembro de 2023.

Identificação da vulnerabilidade através do Nessus

Para ilustrar a eficácia das ferramentas de gestão de vulnerabilidades na identificação de ameaças como a Shellshock, realizamos um scan utilizando o Nessus, um renomado software de análise de vulnerabilidade, em um ambiente de laboratório fornecido pelo VulnHub.

A identificação precisa da vulnerabilidade Shellshock através do Nessus enfatiza a necessidade crítica de ferramentas de segurança cibernética avançadas e atualizadas regularmente para proteger infraestruturas de TI contra ameaças em evolução. Este caso destaca a importância de uma abordagem holística e reativa à gestão de vulnerabilidades, essencial para a mitigação de riscos e a proteção contra explorações maliciosas.

Remediação da Shellshock

A remediação eficaz da vulnerabilidade Shellshock exige uma abordagem multifacetada, incluindo a atualização do Bash para a versão mais recente, a implementação de políticas de segurança rigorosas e a conscientização dos usuários.

Em primeiro lugar, para evitar possíveis pontos de exploração da falha, os administradores de sistemas precisam se certificar de que todas as instâncias do Bash, mesmo aquelas em ambientes isolados ou menos críticos, sejam atualizadas para a versão que já inclui os patches de segurança destinados a corrigir a CVE-2014-6271.

Além das atualizações de software, as organizações devem reforçar suas políticas de segurança interna, incluindo o monitoramento e auditoria regulares dos sistemas para detectar possíveis tentativas de exploração da vulnerabilidade. Isso pode envolver a implementação de sistemas de detecção de intrusão (IDS) e sistemas de prevenção de intrusão (IPS), além de firewalls configurados para bloquear tráfego malicioso conhecido por explorar a Shellshock.

Para aumentar a eficácia das medidas de remediação, é fundamental promover a conscientização sobre segurança entre os usuários e administradores de sistemas. Isso inclui treinamento sobre práticas recomendadas de segurança, como a importância de manter softwares atualizados e a necessidade de verificar regularmente os sistemas em busca de vulnerabilidades conhecidas. A educação sobre ameaças emergentes e técnicas de mitigação pode desempenhar um papel crucial na prevenção de futuras explorações da Shellshock ou de vulnerabilidades semelhantes.

Conte com a Redbelt Security para fortalecer a defesa do seu negócio

A gestão de vulnerabilidades é uma disciplina crítica dentro da segurança cibernética, exigindo uma abordagem meticulosa e proativa.

Fale com nossos especialistas e entenda como as soluções da Redbelt Security podem contribuir para a estratégia de defesa cibernética da sua empresa.

This website uses cookies to improve your web experience.