Imagine inverter as perguntas. Em vez de “como nos defendemos?”, questionarmos “como seríamos atacados?”. A mudança de perspectiva muda a estratégia e o operacional. Enxergando de onde o atacante vem, o que o motiva, o que você tem que ele quer e quanto tempo, esforço e dinheiro ele pode estar disposto a gastar para conseguir traz insights valiosos para guiar toda defesa.
Pensar como cibercriminoso significa mapear caminhos de ataque antes que eles sejam explorados. É entender que um criminoso não vê sistemas, vê oportunidades. Não vê credenciais, vê pontos de entrada. E quanto mais tempo você leva para detectar movimentação lateral, maior o estrago. Ou seja, como garantir que o acesso seja limitado? Que o impacto de qualquer ataque bem-sucedido seja compartimentado? Que o tempo para a detecção do ataque seja minimizado?
O relatório de ameaças 2025 produzido pela equipe da INGENI – Inteligência Redbelt Security identificou que os ataques deixaram de ser eventos isolados para se tornarem campanhas sistemáticas. Por isso, é preciso entender comportamentos, antecipar movimentos e responder antes que o dano se materialize.

Essa mudança de mentalidade leva a uma priorização estratégica mais eficaz. Em vez de reagir a cada nova vulnerabilidade divulgada, equipes de segurança conseguem antecipar classes inteiras de ataques e implementar mitigações que endereçam padrões subjacentes. E não apenas falhas pontuais.
A Redbelt Security apoia organizações nessa transição, combinando inteligência de ameaças, serviços gerenciados de SOC e testes ofensivos para construir programas de segurança que antecipam ataques em vez de apenas reagir a eles.
Quando a modelagem de ameaças encontra a operação
Olhar pela lente do cibercriminoso permite que você coloque a segurança mais cedo no cenário. Modelagem de ameaças, quando bem aplicada, ajuda arquitetos de segurança e engenheiros a pensar por outro ângulo desde a concepção de sistemas. E até que várias áreas falem a mesma língua sobre riscos. Equipes diferentes podem atuar como uma frente unida, usando o mesmo conhecimento para definir objetivos e resolver ameaças potenciais. Claro, olhar por essa perspectiva não garante o fim dos ciberataques, mas certamente eles reduzirão.
É aqui que serviços como Offensive Security e SOC gerenciado (MSS) viram componentes estruturantes de uma estratégia madura. Offensive Security simula ataques reais, expõe gaps que auditoria de conformidade não encontra e testa a capacidade de detecção e resposta. Já um SOC eficaz monitora comportamentos anômalos 24×7, correlaciona eventos e reduz drasticamente o tempo entre comprometimento e contenção.
A diferença está na integração. Pensar como atacante não é apenas contratar um pentest anual, é incorporar essa perspectiva em toda decisão de arquitetura, em cada mudança de configuração, em todo processo de permissionamento.
O que muda com essa abordagem
Adotar a perspectiva do cibercriminoso significa olhar para frente. Permite que CISOs e gestores de segurança construam narrativas que executivos entendem: impacto no negócio, janelas de exposição, custo de inação. E, claro, reduz silos. Quando diferentes áreas usam o mesmo modelo de ameaças para entender riscos, a colaboração melhora. Segurança passa a ser parceira estratégica na viabilização de negócios.
Essa transição de postura reativa para proativa não acontece com uma única decisão. É uma mudança que envolve consultoria estratégica, construção de processos, capacitação de times e ferramental adequado. Mas a boa notícia é que não precisa começar do zero: iniciar entendendo como sua organização seria atacada já é um primeiro passo poderoso.