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Gestão centralizada de CVEs

Gestão centralizada de CVEs: comece a priorizar para gerenciar riscos reais

Se você é gestor de cibersegurança na sua empresa, vai reconhecer este cenário: começar o dia com 900 novos alertas de CVEs, sendo que a ferramenta de varredura classificou, talvez, 300 como “críticos” e o restante como “médios”.

Imaginemos então que cada CVE grave demanda pelo menos 2 horas para ser analisada (considerando validação da exploração, verificação de ativos afetados, avaliação de impacto nos negócios e por aí vai). Isso quer dizer que a equipe precisaria de 600 horas só para processar os “críticos” da semana. Se você tem umas quatro pessoas no time, e considerando 40 horas por analista, seriam semanas de trabalho concentrado apenas nas CVEs preocupantes.

O caos das fontes fragmentadas

Agora, imagine que um dos seus analistaa precisa investigar uma CVE para encontrar todas as informações da qual precisa. Para isso, talvez terá que abrir o NIST NVD para entender métricas técnicas, o MITRE para verificar o CWE associado, o site do fornecedor para patches disponíveis, a base interna para verificar quais ativos têm o software afetado, o sistema de inventário para confirmar versões instaladas…

E assim por diante.

Umas dez abas abertas depois, 45 minutos se passaram para uma única vulnerabilidade. Multiplique isso por centenas de CVEs semanais.

Quando crítico não significa crítico

O que define crítico? Vai depender de contexto. Pois, sem levar isso em consideração, duas vulnerabilidades, uma realmente grave para o negócio e outra sem peso, vão chegar à mesa do analista com a mesma urgência aparente.

E o reflexo natural que vemos em equipes de segurança, depois de semanas recebendo centenas de alertas graves, é desenvolver uma postura de “se tudo é crítico, nada é crítico”.

A partir daí, acontece o que também você já deve ter visto: a análise é feita com base em intuição ou experiências passadas, e não em dados estruturados (afinal, eles não existem neste cenário). CVEs de fornecedores conhecidos talvez recebam mais atenção, enquanto vulnerabilidades realmente perigosas em produtos menos familiares vão ficando para trás.

Falta de visibilidade cria buracos na estratégia

Não ter visibilidade de CVEs limita a estratégia do CISO e a capacidade de comunicar riscos reais à diretoria.

Como falar de 1.300 vulnerabilidades críticas pendentes quando, na verdade, apenas 20 representam risco real ao negócio? A credibilidade da área de segurança pode ser questionada quando relatórios executivos trazem números alarmantes sem contexto ou priorização definida. Orçamentos baseados em volume de alertas, não em impacto estratégico, também ficam difíceis de justificar.

Planilhas complexas para correlacionar dados de múltiplas fontes têm limites óbvios: é uma abordagem artesanal propensa a erros, que não escala e que consome recursos humanos especializados em atividades de baixo valor agregado. O tempo que um analista sênior gasta copiando e colando dados no Excel é tempo não investido em análise de ameaças, nem em desenvolvimento de planos de resposta e nem em comunicação estratégica com stakeholders.

E há casos em que a gestão de CVEs sem visibilidade causou prejuízos milionários a empresas.

O caso Log4J, de 2021, ilustra bem esse risco. Uma CVE referente a uma falha crítica na biblioteca Java Log4j (JNDI lookup) foi explorada. E o impacto da exploração em massa foram servidores comprometidos em escala no caso do Minecraft, ataques amplamente documentados com backdoors e ransomware no VMware Horizon e grandes fornecedores em nuvem (AWS, Microsoft, Google, Oracle, IBM) tiveram que aplicar patches emergenciais e instruir clientes. Bilhões de dólares em custos globais de resposta, mitigação e incidentes. O governo dos EUA classificou a ameaça como risco sistêmico para a economia digital.

Poderíamos citar ainda dois casos de 2017, que são Equifax e WannaCry. Neles, CVEs foram exploradas e o prejuízo passou de oito bilhões de dólares somando os dois ataques.

Construindo visibilidade de CVEs e, com isso, inteligência acionável

Nunca tivemos tanto acesso a dados técnicos, referências e análises especializadas. Por outro lado, isso não significa empresas mais preparadas para tomar decisões rápidas e precisas sobre gestão de risco.

Pois traduzir um volume imenso de dados exige sistemas inteligentes, automação e correlação que nem todas as organizações possuem. O que gera, em alguns casos, até uma paralisia, em que as equipes não avançam porque estão sempre tentando organizar toda a informação que recebem.

Por isso, a centralização inteligente de CVEs é crucial, para transformar volume em velocidade de resposta. Vai além de catalogar. É ter inteligência acionável.

Hoje, o RIS (Risk, Information & Security) concentra e correlaciona informações e logs de segurança, gerando indicadores em um dashboard amigável e intuitivo. No módulo CVEs, consolida todas as informações críticas sobre vulnerabilidades em uma única interface: scores CVSS atualizados, vetores de ataque, produtos afetados em seu ambiente, histórico de alterações.

E aí, quando dados de fontes múltiplas são correlacionados automaticamente, padrões emergem.

Vulnerabilidades que pareciam isoladas revelam-se parte de campanhas coordenadas. Fornecedores com histórico problemático ficam evidentes. Produtos críticos expostos ganham visibilidade imediata.

Um sistema inteligente de gestão de CVEs identifica vulnerabilidades, mas também monitora continuamente atualizações, correlaciona com fornecedores específicos do ambiente e dispara alertas personalizados quando algo verdadeiramente relevante acontece.

Essa abordagem proativa permite que CISOs comuniquem riscos de forma precisa aos stakeholders de negócio, demonstrando os problemas existentes e as soluções para cada um deles, fundamentadas em dados concretos.

Mais do que uma ferramenta de gestão, essa tecnologia representa uma evolução no pensamento estratégico sobre vulnerabilidades.

Enriquecimento automático de contexto

Cada CVE detectada por ferramentas de varredura é automaticamente enriquecida com dados de fontes oficiais — NIST, MITRE, CVE.ORG e Red Hat. Isso significa que sua equipe não perde tempo buscando informações básicas, mas pode focar na análise de impacto e na tomada de decisões estratégicas.

O sistema correlaciona automaticamente vulnerabilidades com fornecedores presentes em seu ambiente, destacando quais CVEs afetam diretamente seus ativos críticos. Esta correlação transforma listas extensas em insights acionáveis.

Notificações inteligentes: menos ruído, mais exatidão

A configuração granular de notificações permite que diferentes perfis profissionais recebam apenas informações relevantes ao seu escopo. CISOs podem monitorar fornecedores críticos com severidade alta, enquanto analistas acompanham produtos específicos em todas as categorias. Os alertas podem ser enviados através de múltiplos canais — e-mail, Microsoft Teams, Slack ou WhatsApp — garantindo que informações críticas cheguem às pessoas certas no momento certo.

A centralização inteligente de dados de vulnerabilidades não é apenas uma melhoria operacional; é um habilitador estratégico que permite a CISOs e coordenadores de segurança construírem narrativas convincentes sobre risco, investimento e proteção organizacional.

O futuro da cibersegurança pertence às organizações que conseguem ver além do ruído, identificar padrões significativos e agir com base em inteligência, não intuição. A pergunta não é se sua organização precisa de gestão inteligente de CVEs. É se ela pode manter o risco de continuar sem ela.

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